Segundo a assessoria do Ministério Público do Rio de Janeiro, os
problemas foram constatados em vistorias feitas em conjunto com os
Bombeiros entre os dias 13 e 15 de setembro. Durante a operação, os
agentes apontaram que o número de médicos, leitos, suprimentos e
ambulâncias era insuficiente e não cumpria a exigência mínima.
A lista de irregularidades incluía ainda "áreas de escape das viaturas
obstruídas", "falta de sinalização dos postos médicos", "ambulâncias
básicas sem materiais e insumos mínimos para o funcionamento" e
"acolhimento e classificação de risco ineficazes".
Ainda segundo a assessoria do órgão, a intenção da liminar não é
impedir que o segundo fim de semana seja realizado, mas que todas as
medidas de segurança sejam atendidas.
A organização do Rock in Rio afirmou que não foi informada oficialmente
sobre o pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e que o
festival já trabalha para se adequar às solicitações feitas pelos
órgãos depois das vistorias feitas no primeiro fim de semana.
O público reclamou, principalmente nas redes sociais, da falta ou da
demora de socorristas e seguranças em momentos de atendimento de
urgência. A maior parte dos casos foi por causa de desidratação e queda
de pressão.
Apenas no primeiro dia, foram mais de 300 atendimentos médicos nos postos do Rock in Rio. Os sete postos espalhados pela Cidade do Rock enfrentaram falta de água potável para dar aos pacientes.
UOL
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