
AFP
Difícil controlar o sorriso diante da TV ao ver o envolvente toque de
bola espanhol; a inteligência, a habilidade, a paciência, a precisão
dos passes… Mais difícil ainda é compreender as vaias iniciais aos
campeões do mundo, afinal de contas eles oferecem um espetáculo de
enorme qualidade. O Uruguai quase não vê a bola. Difícil evitar uma
pontada de inveja – inveja boa, embora já tenham me dito que inveja boa
não existe. Sinto certo saudosismo. Lembro-me de 82, 86… De 70, pelo que
aprendi e vi em tape. A Seleção Brasileira era assim, referência para o
mundo. Volto à realidade e à certeza do que não somos mais. A Espanha
faz o primeiro com Pedro; o segundo com Soldado, um bonito gol… Difícil
não torcer para essa equipe. Preenche, de certa forma, um vazio no
peito. De tão prazeroso vê-la jogar desejo mais e mais… (Neste instante,
Suarez marca um belo gol de falta).
Concluo que quando o futebol é bonito e eficiente,
vale a pena; dispensa apelos ufanistas ou truques para comoção popular.
Ele se basta, sem esforço; pelo simples prazer de existir. E a gente
torce, simples assim.
Pirlo
A Itália não tem um timaço como a Espanha, mas
também joga bonito. Balotelli é o grande ídolo, porém Pirlo é quem
apresenta futebol de encher os olhos. A bola sempre passa por ele graças
a sua capacidade de organizar e criar jogadas. Sabe tratar a redonda
com carinho. Um espetáculo à parte.
Gazeta Esportiva
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