A quantidade de computadores em uso no Brasil, em maio
deste ano, chega a 118 milhões, aponta pesquisa do Centro de Tecnologia
de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São
Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira.
Isso significa que existem, no País, três computadores para cada cinco
habitantes - ou 60% de penetração. Os números incluem usuários
domésticos e comerciais.
A pesquisa avalia a base instalada, ou seja, os
computadores que estão em uso no País, e não apenas a quantidade de
máquinas vendidas. "O fôlego continua muito grande", resume Fernando
Meirelles, coordenador do levantamento, destacando que desde 2006 se tem
um crescimento médio constante de 19% ao ano.
Em 1988, o Brasil tinha 1 milhão de computadores, número
que na virada do milênio chegou a 10 milhões e quintuplicou em 2008 -
quando o País chegou a marca de um PC a cada quatro habitantes. No ano
seguinte, a taxa já era de uma máquina para cada três pessoas, ou 33%,
sendo que em 2013 a taxa chegou aos 60% - ou três equipamentos para cada
cinco brasileiros.
A expectativa da FGV é que até 2016 se tenha a mesma
quantidade de computadores e de habitantes - 200 milhões. A previsão era
para 2017, mas foi antecipada uma vez que o levantamento, a partir do
ano passado, passou a incluir os tablets na categoria de computador
pessoal.
A penetração do computador de 60% no Brasil é metade da
americana, mas está bem acima da média mundial, de 41%, destacou
Meirelles. O número de máquinas dobrou nos últimos quatro anos, e hoje o
cálculo da fundação é de que a cada segundo um novo equipamento é
vendido no País.
Empresas
A pesquisa do instituto da FGV também analisou em detalhes o mercado de Tecnologia da Informação nas médias e grandes empresas brasileiras. O gasto com TI nessas companhias era de 15% em 1990, percentual que atingiu 7,2% no passado. Em média, empreendimentos nacionais gastam R$ 24,2 mil anualmente com o setor.
A pesquisa do instituto da FGV também analisou em detalhes o mercado de Tecnologia da Informação nas médias e grandes empresas brasileiras. O gasto com TI nessas companhias era de 15% em 1990, percentual que atingiu 7,2% no passado. Em média, empreendimentos nacionais gastam R$ 24,2 mil anualmente com o setor.
A expectativa é de que em quatro ou cinco anos os
investimentos em TI cheguem a 8%. "Se é quatro ou cinco depende do
mercado, conforme a economia vai melhor ou pior, acelera um pouco mais
ou não", explicou, ressaltando que a situação do ano passado representou
um aumento muito baixo no último ano.
Para Meirelles, quem vai alavancar o crescimento dos
gastos com Tecnologia de Informação são as empresas maiores. "Não existe
economia de escala em TI, empresas com mil teclados gastam mais por
máquina do que empresas com 100 teclados", diz.
Ele ressalta que o Brasil tem uma característica única
de informatização por exigência fiscal ou regulatória - quando o governo
exige que pequenos negócios participem de sistemas informatizados. "Mas
uma coisa é ter que se informatizar por causa de uma regulamentação;
outra coisa é ter milhões de transações para conciliar. Na hora que
começa a ter volumes maiores, infelizmente não tem economia de escala,
percentualmente as grandes empresas gastam mais que as pequenas",
afirma.
Software
O principal software de edição de textos, planilhas e apresentações ainda é o pacote Microsoft Office, presente em 92% dos computadores. Os programas de código aberto somam 7%, e outros, 1%. Para bases de dados, a opção dos clientes é por Microsoft Access, 30%, SQL (27%) e Oracle (16%). "O Access ainda é um pouco de herança - limitada - do pacote Office", aponta Meirelles. Por isso, nos servidores, as databases SQL e Oracle empatam com 36%, enquanto o Access aparece equivalente ao Progress, com 5%. O DB2 segue com 5%.
O principal software de edição de textos, planilhas e apresentações ainda é o pacote Microsoft Office, presente em 92% dos computadores. Os programas de código aberto somam 7%, e outros, 1%. Para bases de dados, a opção dos clientes é por Microsoft Access, 30%, SQL (27%) e Oracle (16%). "O Access ainda é um pouco de herança - limitada - do pacote Office", aponta Meirelles. Por isso, nos servidores, as databases SQL e Oracle empatam com 36%, enquanto o Access aparece equivalente ao Progress, com 5%. O DB2 segue com 5%.
O sistema operacional mais popular nas empresas
brasileiras também é da Microsoft, o Windows, que soma 98% do total de
clientes. Os SOs abertos baseados em Unix são 1%, e outros, 1%. Nos
servidores o Windows tem 69%, e os Unix, 29% - sendo 18% só de Linux.
É de Redmond mais uma vez a soberania entre os
navegadores e clientes de correio eletrônico. O Internet Explorer está
presente em 91% das máquinas, enquanto o Mozilla Firefox aparece em 7% e
outros, 2%. "Chrome e Safari não chegaram nas empresas ainda, o que não
quer dizer que não tenham um uso razoável em outros ambientes",
ressalta Meirelles.
O Microsoft Outlook é o e-mail de 73% das companhias,
seguido do Lotus, 12%, e de outros, 6%. O uso do Google Mail atinge 5% -
"obviamente, no (computador) pessoal a participação é muito maior",
repete o coordenador da pesquisa.
Sistemas de gestão
Na categoria Inteligência Analítica, criada no ano passado para abrigar dados de Inteligência de Negócios (BI, na sigla em inglês) e Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM), por exemplo. A SAP lidera com 22% do total, seguida de Oracle, 19% e Totvs, 16%. Dynamics (11%) e IBM (10%) completam a lista. "Das grandes empresas, pouquíssimas usam (serviços de) outra companhia que não essas cinco. Essas têm 90% do mercado, e não é à toa que são as maiores", diz o professor da FGV.
Na categoria Inteligência Analítica, criada no ano passado para abrigar dados de Inteligência de Negócios (BI, na sigla em inglês) e Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM), por exemplo. A SAP lidera com 22% do total, seguida de Oracle, 19% e Totvs, 16%. Dynamics (11%) e IBM (10%) completam a lista. "Das grandes empresas, pouquíssimas usam (serviços de) outra companhia que não essas cinco. Essas têm 90% do mercado, e não é à toa que são as maiores", diz o professor da FGV.
Separando esses dados pelo tamanho do empreendimento -
até 160 teclados, de 160 a 600 teclados e com mais de 600 teclados -, o
levantamento mostra que SAP e Oracle têm menos presença em empresas
menores (10% e 8%, respectivamente), com forte atuação em grandes
companhias (32% e 27%). Já Totvs inverte a lógica, com 26% do mercado de
negócios menores, contra 18% e 9% nos médios e grandes. O Dynamics, da
Microsoft, não tem linearidade.
Em termos de Sistema Integrado de Gestão, a Totvs sobre
para o primeiro lugar, com 37%, com SAP, 28%, e Oracle, 16% na sequência
- o quatro lugar é da Infor, com 5%. Na distribuição por tamanho da
empresa a Totvs, mais uma vez, mostra-se mais presente em empresas
menores (52% dos seus clientes) e média (40%), ao contrário da SAP, que
tem mais da metade da base (51%) nas grandes companhias.
Meirelles explicou que os gastos com telecomunicações
não estão completamente incluídos no levantamento, uma vez que o valor
gasto com isso não está, ainda, totalmente incluído nos lançamentos de
TI. "Está migrando, mas não acabou. A gente pergunta (para a empresa)
quanto ela gasta em tecnologia, e se telecom está na conta de TI, (esse
valor) ela põe junto", ilustra. "Há 10 anos, só entrava (em TI, a cifra
referente a) transferência de dados. Pouco a pouco está (tudo) entrando
pra TI", continua.
Tablets
Meirelles esclareceu que os dados sobre sistemas operacionais utilizados nas empresas não levam em conta os tablets. Um dos motivos é que o questionário só passa a detalhar o assunto a partir da próxima pesquisa.
Meirelles esclareceu que os dados sobre sistemas operacionais utilizados nas empresas não levam em conta os tablets. Um dos motivos é que o questionário só passa a detalhar o assunto a partir da próxima pesquisa.
Além disso, o professor explica que o mercado ainda está
em um momento "BYOD", sigla em inglês para "traga o seu próprio
dispositivo". Isso porque, até poucos anos, as empresas não aceitavam
que computadores pessoais fossem usados em ambientes corporativos, mas
esse cenário está mudando e ainda é híbrido.
"Estamos vendo muitas empresas pensando direito no que
fazer, se (optam por) iOS, Android, Windows, com um monte de benefícios e
problemas, dependendo da decisão, que não é trivial. E essa decisão
ainda não esta tomada nas empresas", esclarece. "Tivemos uma ruptura no
comportamento", resume.
O levantamento da FGV é feito há 24 anos e divulgado
anualmente. Em 2013, foram consultadas 5 mil grandes e médias empresas
com 2,2 mil respostas válidas.
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