Fim de linha para o Palmeiras na Série A do Brasileiro. A missão era
quase impossível: o time não podia perder pontos e tinha que torcer
contra os adversários diretos. Nada deu certo e, dez anos depois, o time
voltou a cair para a Segunda Divisão.
Tensão explícita na arquibancada, no campo, e no banco. A vida do
técnico Gilson Kleina já estava complicada sem seis titulares e ficaria
ainda mais depois que uma lesão no ombro tirou Tiago Real de campo. Ele
saiu para a entrada de Vinícius. O que era um problema virou solução.
Nove minutos depois, o atacante mudava a história do jogo. Mais do que
alívio, esperança nas arquibancadas. Foi aí que Maikon Leite teve a
chance de liquidar o jogo. Estava sozinho, cara a cara com o goleiro,
mas perdeu a chance. E tudo mudou de novo para pior, porque o Bahia
fazia 1 a 0 contra a Ponte, chegava aos 43 pontos e se tornava
inalcançável pelo Palmeiras.
Para piorar, aos 44 minutos do segundo tempo, o ex-palmeirense Wagner
Love chutou e o zagueiro desviou e a bola entrou na rede. Com 34 pontos,
a sobrevivência do Palmeiras não dependia mais apenas dele.
“A gente vem há, pelo menos, quatro, cinco partidas jogando bem e não
conquistando a vitória, isso que está deixando a desejar. Se a gente
tivesse feito a nossa parte estaríamos em uma situação melhor”, afirmou
Bruno, goleiro do Palmeiras.
O Palmeiras, mais uma vez, não fez a parte dele. Para saber se
continuava com esperança no Campeonato Brasileiro, o time passou a
depender de uma vitória do Grêmio. Os gols de Moisés e Léo Silva para a
Portuguesa valeram. André Lima e Zé Roberto deram um sopro de esperança,
mas não passou disso. A partida terminou em 2 a 2. A Lusa chegou aos 41
pontos, um número inatingível para o Palmeiras em duas rodadas. O time
voltava a ser rebaixado dez anos e um dia depois.
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