O sonho da Ponte Preta de conquistar o primeiro título importante de
sua história logo na estreia em competições internacionais está vivo
depois que a equipe paulista buscou um empate com o Lanús em 1 a 1 no
jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, disputado nesta quarta-feira
no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Melhor durante a maior parte da partida, a Macaca saiu em desvantagem
no placar graças a uma bela cobrança falta do zagueiro Goltz. No
entanto, também batendo uma infração, Fellipe Bastos obteve a igualdade.
Os dois gols saíram no segundo tempo.
Como em finais de torneios sul-americanos não há o critério do gol
qualificado, qualquer empate levará a decisão prorrogação e, se
necessário, a pênaltis na próxima quarta-feira, no estádio Ciudad de
Lanús - Néstor Diáz Pérez.
Assim como aconteceu na semifinal contra o São Paulo, a equipe de
Campinas não pôde jogar no estádio Moisés Lucarelli, que não tem a
capacidade mínima exigida pela Conmebol, que é de 40 mil torcedores, e
optou pelo Pacaembu.
Depois de ter poupado o time na derrota para a Portuguesa por 2 a 0
no último domingo por já estar rebaixada, a Ponte teve força máxima no
Pacaembu. Única baixa na volta das semifinais, contra o São Paulo, o
goleiro Roberto voltou à equipe.
Entre os visitantes, a única ausência foi o atacante Lautaro Acosta,
que teve uma lesão muscular na partida de volta das semifinais contra o
Libertad, em que o time argentino venceu por 2 a 1. Díaz entrou no
meio-campo, e Melano foi adiantado para o ataque.
A Macaca teve o controle das ações desde o início no primeiro tempo,
mas arriscava pouco e quase não finalizava. Aos oito minutos, a bola foi
de pé em pé até chegar a Leonardo, que viu a passagem de Rildo, mas
errou o passe.
A pressão da equipe anfitriã ficou maior a partir dos 20 minutos. A
primeira boa finalização saiu dos pés de Elias, que roubou a bola no
meio e tentou de longe, mas parou em Marchesín, bem colocado. Logo na
sequência, aos 21, foi a vez de Fellipe Bastos fazer boa jogada e bater
de fora da área. Nessa o goleiro deu rebote, mas a defesa completou o
serviço.
Aos 26, um escanteio para o Lanús quase culminou com o gol da Ponte.
Rildo acelerou de intermediária a intermediária no contra-ataque e rolou
para César. Sem a técnica de um atacante, o zagueiro demorou para
finalizar e entregou nas mãos de Marchesín.
Aos poucos, o Lanús foi melhorando a marcação, o que impedia que a
equipe campineira finalizasse com perigo. Aos 34, após cobrança de
falta, Uendel pegou a sobra e arriscou de muito longe, mas carimbou o
defensor.
A primeira etapa foi toda da Macaca, mas a melhor chance de gol foi
do Lanús, mas Santiago Silva foi traído pela própria displicência. No
contragolpe, Diáz deixou a marcação para trás pela esquerda e rolou para
'El Tanque', que, sem goleiro, tocou com a parte externa do pé e viu a
bola passar a centímetros da trave esquerda.
O segundo tempo começou mais equilibrado, principalmente devido ao
maior esforço ofensivo do Lanús. Aos sete minutos, Elias partiu em
velocidade pelo meio, cortou a marcação e encheu o pé. Marchesín
espalmou, e Leonardo ainda pegou o rebote, mas foi flagrado impedido.
Aos 13, a Ponte foi castigada por uma falta desnecessária. De costas
para o gol, Santiago Silva foi puxado por Diego Sacoman, e a arbitragem
marcou a falta. Goltz cobrou com extrema categoria e acertou o ângulo
direito, superando Roberto, que deu um passo pela esquerda.
Depois de sair em desvantagem, a Macaca se lançou com tudo para
frente, mas escapou por pouco de sofrer o segundo aos 17. Velázquez
bateu uma infração pela ponta esquerda, Goltz se antecipou e cabeceou no
mesmo ângulo direito acertado momentos antes. Desta vez, Roberto saltou
e espalmou para fora.
Apesar do ímpeto inicial, a equipe mandante claramente sentiu o gol
sofrido. Uma nova oportunidade para empatar foi criada apenas aos 26
minutos, quando Leonardo limpou a marcação pela esquerda e bateu
colocado. Marchesín segurou mais uma.
Quatro minutos depois, Chiquinho, que entrara segundos antes,
aproveitou o escanteio ensaiado, dominou na área pela esquerda e chutou
forte, tirando tinta do travessão.
Mesmo sem muita organização, a Ponte buscou o empate na mesma moeda
do adversário, com um gol de falta, aos 34. Chiquinho foi derrubado
perto da área, e o árbitro não marcaria a infração, mas foi convencido
pelo auxiliar. Fellipe Bastos cobrou no canto direito, e Marchesín desta
vez nem saltou.
O volante quase virou o placar em mais uma falta, aos 40 minutos, mas
desta vez não conseguiu por centímetros. O endereço era o ângulo
direito, mas Marchesín raspou com os dedos, e a bola bateu no travessão.
Leonardo ainda teve o rebote, mas não aproveitou.
Ponte Preta: Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka,
Fernando Bob (Adaílton), Fellipe Bastos e Elias (Magal); Rildo
(Chiquinho) e Leonardo. Técnico: Jorginho.
Lanús: Marchesín; Araujo, Goltz, Izquierdoz e Velázquez; Somoza,
Ortiz, González (Barrientos) e Pereyra Díaz (Benítez); Melano (Ayala) e
Santiago Silva. Técnico: Guillermo Barros Schelotto.
Árbitro: Roberto Silvera (Uruguai), auxiliado por seus compatriotas Mauricio Espinosa e Marcelo Costa.
Cartões amarelos: Diego Sacoman, Fernando Bob, Artur e Uendel (Ponte Preta) González, Diáz, Izquierdoz e Velázquez (Lanús).
Gols: Fellipe Bastos (Ponte Preta); Goltz (Lanús).
Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
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