A era Oswaldo de Oliveira no Botafogo durou dois anos. Nesta segunda-feira, o técnico se reuniu com a diretoria do clube e, por consenso, ficou decidido que ele não continuará no cargo. O treinador tem proposta do Santos, que deve ser seu próximo time. Para o lugar dele, um dos nomes cotados é o de Paulo Autuori, desejo antigo dos atuais dirigentes, mas que esbarrou na questão financeira nas últimas temporadas.
A vontade da maior parte da diretoria era pela continuidade do treinador — ao contrário da renovação do final do ano passado, quando Oswaldo dividia as opiniões dos dirigentes. Porém, o preço seria bem mais alto, pela valorização do técnico nesta temporada.
Oswaldo também já mostrava sinais de cansaço no clube e nunca foi unanimidade entre a torcida, que amenizou as críticas ao longo do ano.
Mesmo com o pedido dos jogadores para ele continuar no comando do time, após a vitória sobre o Cricíuma, domingo, no Maracanã, o treinador preferiu encerrar sua passagem no alvinegro em alta. Ele deixa o time após 133 jogos, com 64 vitórias, 38 empates e 31 derrotas. Além da conquista quase invicta do Campeonato Carioca deste ano, ao vencer os dois turnos seguidamente. No Brasileiro, ajudou a fazer a melhor campanha do clube desde o título de 1995, terminando em quarto lugar.
Resta saber se também terá sido o técnico que levou o Botafogo de volta à Libertadores depois de 17 anos. Vai depender do jogo de volta de amanhã entre Ponte Preta e Lanús pela Copa Sul-Americana. A torcida é para que o time argentino seja campeão e, assim, o G-4 seria mantido. Quem vencer, ficará com o título. Se der empate, a decisão será nos pênaltis.
A diretoria, na nota oficial, afirmou que o nome do novo técnico será divulgado em breve. Mas, dificilmente, a novidade será anunciada hoje, antes da confirmação ou não da presença do Botafogo na Libertadores.
Se a contratação de Paulo Autuori for confirmada, será a quarta passagem do técnico pelo Botafogo, onde ele foi campeão brasileiro em 1995.
Renovações
As campanhas ruins do treinador, este ano, no Vasco e no São Paulo, podem ser um facilitador. Ao contrário das outras tentativas do Botafogo em tê-lo de volta, a valorização do técnico, que estava no Qatar, já não é mais a mesma. E o clube, que continuará sem o Engenhão no ano que vem, não pretende trazer um técnico que pese demais no orçamento.
Além de buscar novo treinador para iniciar o planejamento de 2014, a diretoria já encaminha algumas definições. Como a renovação de contratos que estão por terminar.
O primeiro a ser solucionado foi o de Edílson. O lateral-direito estendeu o vínculo por mais uma temporada. Contratado no início do ano, após ser preterido no Grêmio, ele chegou ao Botafogo como um jogador a ser recuperado. E foi. Por problemas disciplinares, ocupou a terceira vaga na posição, atrás do jovem Gilberto, depois que o titular Lucas sofreu fratura no tornozelo esquerdo. Mas conseguiu conquistar seu espaço e encerrou o ano como um dos mais queridos pela torcida.
Outro que está perto de acertar sua permanência é o zagueiro Bolívar cujo contrato acaba no final deste mês.
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