Segundo o levantamento, a avaliação ótima e boa do governo Dilma foi a 43 por cento, ante 37 por cento em setembro, enquanto a ruim ou péssima passou para 20 por cento (22 por cento em setembro) e a regular recuou a 35 por cento (39 por cento).
Já os índices que avaliam o desempenho pessoal da presidente se mantiveram estáveis. O percentual dos que confiam na presidente se manteve nos mesmos 52 por cento de setembro.
A aprovação da maneira de governar de Dilma oscilou para cima, mas dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, para 56 por cento, ante 54 por cento em setembro, enquanto o percentual dos que desaprovam caiu para 36 por cento, ante 40 por cento.
Para o gerente executivo de pesquisas e competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato Fonseca, a melhora na avaliação positiva do governo pode ser explicada, em parte, porque os dados de setembro ainda estavam sob impacto da forte queda recorde de popularidade de Dilma e do governo no período das manifestações iniciadas em junho.
"Na passagem de setembro para novembro não houve melhora na avaliação da confiança da presidente ou no modo de governar da presidente, houve melhora na avaliação do governo. Então você tem claramente uma mudança muito pelo que o governo está fazendo nesse período", disse Fonseca.
Segundo ele, essa melhora também pode estar relacionada com o lançamento do programa Mais Médicos. "Não que já tenha tido resultado, mas quando começa a anunciar medidas e tomar algumas decisões isso acaba afetando a avaliação."
Das nove áreas de atuação do governo avaliadas pela pesquisa, houve melhora numérica nos índices de aprovação em todas, sendo que em apenas duas essa melhora ficou dentro da margem de erro. Mesmo assim, a única área em que a aprovação é maior que a desaprovação é no combate à fome e à pobreza, com 53 por cento.
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