A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou neste domingo que
prendeu o suspeito de ter matado três taxistas em Santana do Livramento e
três em Porto Alegre durante a Semana Santa. Ele é um jovem de 21 anos,
sem antecedentes criminais, que tem família na cidade fronteiriça e
mora na capital gaúcha, onde teve empregos esporádicos.
Segundo
relato dos delegados que participaram da investigação, o matador foi
localizado no sábado à tarde e está em uma cadeia do interior do estado.
No depoimento, ele confessou os crimes e alegou ter agido por motivos
financeiros, para levantar o dinheiro para pagamento de um aluguel que
estaria atrasado.
O mistério foi desvendado pelo cruzamento
de informações de testemunhas, escutas autorizadas de ligações feitas e
recebidas pelos celulares roubados das vítimas e imagens de câmeras de
segurança instaladas em locais próximos aos assaltos. A arma, um
revólver calibre 22, teria sido obtida de um uruguaio. A munição usada
em Santana do Livramento não foi a mesma da utilizada em Porto Alegre, o
que levou os investigadores a suspeitarem inicialmente que os crimes
não teriam conexão.
O método usado foi sempre o mesmo. O
criminoso tomava um táxi, ia até o endereço pedido, executava a vítima
com tiros na cabeça sem anunciar assalto, depois recolhia celulares e
dinheiro e, na sequência, tomava outro táxi e repetia as ações.
Na
madrugada de 28 de março - Quinta-Feira Santa - fez isso com três
motoristas de Santana do Livramento, de quem recolheu um total de R$
470. Na noite daquele mesmo dia, viajou para Porto Alegre, onde, na
madrugada de sábado, assassinou mais três taxistas para tomar um total
de R$ 400.
A investigação rastreou os celulares das
vítimas, que haviam sido repassados para amigos e parentes, e obteve
pistas do suspeito. Também verificou que ele usou uma passagem de
Santana do Livramento para Porto Alegre na noite da Quinta-Feira Santa.
Ao analisar imagens de câmaras de segurança, detectou que uma mesma
pessoa, com a mesma roupa e a mesma sacola, havia circulado em locais
próximos aos crimes, em horários coincidentes com o das ocorrências.
Quando
a polícia chegou à casa do rapaz, encontrou as roupas usadas nas duas
madrugadas. Uma análise inicial da perícia indicou que as peças estavam
sujas de sangue. Os policiais contaram que no depoimento o jovem disse
que suas vítimas foram escolhidas aleatoriamente e que não conhecia
nenhuma delas.
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