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domingo, 3 de março de 2013

Nove municípios voltam às urnas para escolher novos prefeitos

Quatrocentos mil eleitores de nove municípios brasileiros vão voltar às urnas neste domingo para escolher novos prefeitos. Os candidatos que venceram a eleição em outubro tiveram o registro rejeitado pela Justiça. Entre os motivos, está a lei da ficha limpa.
Na cidade turística de Bonito, Mato Grosso do Sul, os eleitores estão prontos pra votar.
"A gente votou e daí tirou. Agora, tem que votar tudo de novo", diz Tatiane Larrok, comerciante.

Em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande, também haverá nova eleição amanhã. Ninguém esperava voltar às urnas tão cedo.
"Mas vai fazer o quê? Tem que ser brasileiro. Tem que votar e exercer nosso direito", afirma Sandro Pretto Alves, agricultor.
Hoje, teve muito trabalho no cartório eleitoral para a entrega das urnas eletrônicas. O dia também foi de preparar os locais de votação.

Numa escola, está tudo pronto para a eleição amanhã. Aqui votam mais de dois mil e cem eleitores, 27 são índios que vivem em aldeias da região.
A eleição suplementar ocorre quando um candidato eleito com mais de 50% dos votos válidos tem o registro rejeitado pela Justiça ou quando há irregularidades durante o processo eleitoral.
Além de Sidrolândia e Bonito, os eleitores voltam às urnas em Eugênio de Castro e Novo Hamburgo - no Rio Grande do Sul. Camamu, na Bahia, Balneário Rincão, Campo Erê, Criciúma e Tangará, em Santa Catarina.
“Nós temos as eleições marcadas amanhã, cada Tribunal Regional Eleitoral é que marca nos seus estados o dia, já temos algumas previstas para abril, mas nada impede que no futuro outras venham a ocorrer”, explica Henrique Neves, ministro TSE.

Para seu José, votar fora de época faz parte do exercício da cidadania. Ele espera que o prefeito eleito também faça a parte dele.
"Muito trabalho. Muito trabalho com dignidade junto com a comunidade", José Clemente Cáceres, agricultor.

G1

Um comentário:

  1. Em Saquarema-RJ aconteceu um fato muito estranho. Antes das eleições de 2012 era só andar pelas ruas e perguntar em quem o eleitor iria votar que a resposta era unânime: Pedro Ricardo, candidato da oposição. Pois bem, o rapaz perdeu em todas, eu disse todas as 173 urnas da cidade. Perdeu e perdeu de muito. O mais estranho é que hoje, dois meses após as eleições, você vai às ruas e os eleitores continuam unânimes em dizer que votaram em Pedro Ricardo. Seria muito mais cômodo para o eleitor dizer que votou na candidata vitoriosa. Mas não, o eleitor bate o pé afirmando que votou no outro. Curiosamente, é difícil encontrar alguém que confirme que votou na candidata vencedora, que coincidentemente é a esposa do deputado estadual Paulo Melo, presidente da ALERJ. Existem vários relatos da internet e inclusive vídeos no YOUTUBE atestando a vulnerabilidade das urnas eleitorais. Está lá pra quem quiser assistir. Esse triunvirato: Sérgio Cabral, Luiz Zveiter e Paulo Melo atenta contra a democracia. Todos os poderes encontram-se de um lado só da balança, prejudicando a alternância do poder, principal filosofia democrática. O fato é que não adianta espernear, pois o TSE, por mais que existam evidências que comprovem, jamais irá admitir fraudes em suas 'caixas pretas'. O ideal seria que a urna eletrônica emitisse, também, um cupom onde mostrasse em quem o eleitor votou. E que esse cupom fosse colocado numa urna tradicional ao lado dos mesários, para fins de comprovação posterior. Uma coisa é certa: nenhum outro país no mundo, depois de examinar, quis comprar nosso ‘avançadíssimo, rápido e moderno' método de escrutínio, nem o Paraguai.

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