A Seleção Brasileira de Luiz Felipe Scolari falhou no último
teste com time completo antes da convocação final para a Copa das
Confederações. Em Londres, no estádio Stamford Bridge, o Brasil ficou no
empate em 1 a 1 com a Rússia no terceiro jogo do técnico à frente da equipe neste ano, na tarde desta segunda-feira (25/03).
O resultado ruim (foram duas derrotas e um empate com o
técnico) é o menor dos problemas de Felipão, que teve a última chance de
testar jogadores antes da lista final para a Copa das Confederações. Teste que rendeu poucas boas observações.
Os últimos compromissos do Brasil antes de estrear na Copa das
Confederações serão nos dias 2 de junho, contra a Inglaterra, no
Maracanã e dia 9, contra a França, no Mineirão. Nestas datas os 23
convocados para o torneio já serão conhecidos
e não haverá mais tempo para testes até o dia 15 de junho, dia da
partida contra o Japão, em Brasília, na abertura da Copa das
Confederações.
O Brasil volta a jogar no dia 6 de abril, contra a Bolívia, em Santa
Cruz de la Sierra. Porém, apenas jogadores que atuam no país serão
convocados. O time joga ainda contra o Chile, dia 24 de abril em Belo
Horizonte, mas também contará apenas com jogadores de clubes nacionais.
Um deles, Fred, do Fluminense, salvou o Brasil da derrota com
gol aos 44 minutos do segundo tempo em jogada de Hulk e Marcelo, dois
que não estarão nos próximos jogos.
Foi o terceiro gol de Fred em três jogos com Felipão. O gol da Rússia,
aos 27 minutos do segundo tempo, de Fayzulin, saiu depois de uma
sequência de passes dentro da área brasileira que escancarou o
desentrosamento da defesa do time de Felipão.
O jogo
Felipão promoveu três mudanças em relação ao time que empatou com a
Itália na última sexta-feira (22/03). Entraram Thiago Silva, Marcelo e
Kaká nos lugares de Dante, Filipe Luís e Hulk. As mudanças eram
esperadas, dada a justificativa do técnico de dar chances iguais a
todos.
Talvez pelas mudanças no desencontrado time brasileiro em busca de
uma formação ideal ou pelo entrosamento antigo dos russos, com a mesma
base há alguns anos, o início da partida em Londres foi uma manifestação
clara de como o time do Brasil está distante de encontrar um padrão
mínimo com mudanças básicas na equipe.
A Seleção Brasileira suportou uma pressão enorme da Rússia nos
primeiros 15 minutos de jogo. O time de Fábio Capello por pouco não
abriu o placar. Foram aos menos quatro boas chances dos russos no
início, com duas defesas de Julio Cesar. A pressão da Rússia estava na
saída de bola da seleção, que não conseguia trocar passes suficientes
para ir ao ataque.
Apesar dos sustos, o Brasil passou ilesa pela “blitz” russa no início
do jogo. Depois da perda da intensidade do time de Capello, a equipe
brasileira conseguiu ao menos diminuir os riscos no jogo. Terminou o
primeiro tempo com 60% da posse de bola, mas sem criatividade, pouco
assustou o rival. O quarteto ofensivo teve atuação abaixo da crítica no
primeiro tempo.
O time abusou dos passes errados, foram 27 só em 45 minutos. Kaká,
com a camisa 10, não foi nada bem como cérebro da equipe. Ele e Oscar
bateram cabeça e nada fizeram. Neymar e Fred, cada um com sua
necessidade de se consagrar sozinho também garantiram vida fácil aos
zagueiros russos.
Diferente da partida contra a Itália, quando o Brasil foi para os
vestiários vencendo por 2 a 0 e mostrando que no contra-ataque a equipe
tinha qualidade, contra a Rússia não houve nada a destacar. Capello
alertara para a velocidade do time de Felipão no contra-ataque e não
permitiu esse tipo de jogada do adversário.
O primeiro tempo terminou em 0 a 0 e sem motivos para se acreditar em
momentos melhores depois do intervalo. Foram nove finalizações russas
(duas no gol), contra duas do Brasil. O goleiro Gabilov não fez nenhuma
defesa difícil.
No segundo tempo, a Rússia não teve a mesma facilidade de achar
espaços na defesa do Brasil, mas continuou melhor. O Brasil, sem
alterações imediatas, não encontrava brechas e tinha dificuldades
extremas de criar jogadas.
O técnico italiano Fabio Capello tentou fazer a sua parte para
melhorar a Rússia para o segundo tempo, trocando Anyukov, Kokorin e
Brystov por Kombarov, Zhirkov e Shatov. Pela Seleção Brasileira, Felipão
achou melhor dar mais tempo para a sua formação inicial. A mudança foi
apenas estratégica, com Neymar e Kaká mais abertos nas laterais.
Como o Brasil não ganhou mais do que volume de jogo na segunda etapa,
Felipão decidiu fazer a sua primeira alteração. Hulk substituiu o
apagado Oscar. Não adiantou. Aos 27 minutos, um bombardeio russo
resultado no primeiro gol do amistoso. A bola rodou de um lado a outro
na área brasileira, até que Fayzulin chutou firme para acertar a rede.
O gol foi a senha para Felipão fazer mais uma alteração no Brasil.
Diego Costa entrou no lugar de Kaká, e o Brasil melhorou. O lado
esquerdo do campo virou uma válvula de escape para a equipe. Foi por lá
que, aos 44 minutos, Marcelo e Hulk investiram antes do cruzamento
rasteiro que Fred completou para a rede.
Nenhum comentário:
Postar um comentário