Juntando todos os processos em que é acusado, Eduardo Cunha está
sujeito à sentença recorde de 160 anos de cadeia. Se depender do desejo
da força-tarefa da Lava Jato, será a maior condenação da História, no
Brasil, de um político suspeito de crimes de corrupção. Cunha não tem
alternativa senão tentar um acordo de delação premiada, para reduzir o
tempo de cárcere. Ou vai mofar na cadeia.
Cunha havia sido denunciado pelo Ministério Público em agosto por ter
recebido US$ 5 milhões por contratos de navios-sonda da Petrobras.
Um dos inquéritos contra Cunha acusa o
ex-deputado de ter recebido R$ 52 milhões em propina por obras do Porto
Maravilha, no Rio.
Na Câmara, o processo de cassação de Eduardo Cunha durou onze meses. Foi o mais longo da História.
Cunha foi o primeiro parlamentar a virar réu na Lava Jato, em março
deste ano. Responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Nos três últimos meses antes de ser afastado do mandato, Eduardo
Cunha gastou, sem piedade, R$38,6 mil em ligações de seus telefones. Mas
a conta quem pagou foi o contribuinte.
A oposição aposta em delação premiada de Eduardo Cunha porque sonha
com denúncias que fragilizem o presidente Michel Temer. Mas o Palácio do
Planalto garante que não há esse risco.
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