Entre os temas que mais preocupam os
brasileiros atualmente, certamente, está o temido mosquito Aedes
aegypti, transmissor do Zika, Dengue e Chikungunya. O assunto foi
debatido na manhã deste sábado (30), em Simpósio realizado na Faculdade
de Medicina da UERN.
O infectologista Fabiano Rodrigues, um
dos palestrantes do evento, conversou com o MOSSORÓ HOJE e destacou que
os efeitos da Chikungunya podem durar de meses a anos, devido a uma
reação inflamatória que o organismo não consegue reverter.
“O Chikungunya faz isso porque é uma
doença, que apesar de provocar uma reação inflamatória muito violenta, o
organismo não consegue debelar o quadro de maneira satisfatória, não
consegue produzir uma imunidade que, efetivamente, consiga destruir o
vírus, e isso acaba gerando um quadro de perpetuação da infecção por
meses, por anos”, destacou.
Segundo o médico, a principal forma de prevenção continua sendo evitar a picada do mosquito e o uso de repelentes é primordial.
“Por conta disso, a principal forma de
prevenção continua sendo evitando a picada do Aedes aegypti. A indicação
é também o uso de repelentes, principalmente para o grupo de risco além
de pessoas que tenham doença crônica, como diabetes, insuficiência
renal, doença pulmonar, distúrbio cerebral, asma”, disse.
“Esses devem, eventualmente, tentar
telar a casa, evitar áreas de maior circulação do mosquito ou momento do
dia em que há maior circulação dele, que é no finalzinho da tarde e
início da manhã”, explicou.
O médico frisou que pessoas que moram em
prédios não estão livres da picada de mosquito, como se tem dito. “O
mosquito tem uma autonomia de voo de até 400 metros, então ele pode
subir pelas escadarias do prédio, pode subir através elevadores, então é
preciso ter preocupação sim, mesmo os que moram em prédios”, informou.
Zika Vírus
Segundo Fabiano, o vírus da Zika pode
causar um conjunto de sinais e sintomas, que foi denominado de síndrome
congênita do Zika. Essa síndrome tem sintomas além da microcefalia,
presentes nas crianças que foram agredidas pelo vírus da Zika durante a
gestação
Até o dia 13 de abril, o RN tinha 414
casos de microcefalia associadas ao Zika Vírus, de acordo com a
Secretaria do Estado de Saúde Pública (SESAP).
“É uma síndrome congênita que tem
características absolutamente nefastas para a criança. Talvez congregue
somente nela todas as coisas graves que têm nas outras, isso para a
criança que está sendo concebida dentro do ventre materno e se
desenvolvendo, é profundamente ruim, tanto para a criança quanto para a
sociedade como um todo, porque essa criança vai demandar um cuidado
muito especial”, explicou.
De acordo com o infectologista, as
crianças com microcefalia associadas ao Zika Vírus precisam,
necessariamente, de cuidados especiais, tanto pela família quanto da
sociedade em si.
“Não é que entrou em contato com o Zika
que vai gerar a microcefalia. Mas, a gente ainda está aguardando os
exames prospectivos, depois que a gente tem que assertiva que a pessoa
foi realmente infectada pelo Zika, e a partir desses estudos saber o que
isso está trazendo em relação à criança e à gestante, temos muito mais
perguntas ainda do que respostas, mas as respostas têm sido pujantes no
sentido de evitar o contato com o Aedes”, afirmou.
Fonte: Mossoró Hoje
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