Os servidores estaduais da saúde do Rio Grande do Norte entraram em greve, nesta quinta-feira (1º).
Crislani Pereira chegou a ficar em jejum para ser submetida à cirurgia
ortopédica, mas a greve suspendeu as seis cirurgias que seriam
realizadas em um hospital de Parnamirim, na região metropolitana de
Natal.
“Vou ficar aqui, aguardando,esperando uma hora, uma boa vontade para fazer, não sei quando”, disse a gerente administrativa.
Na capital, Seu Franciso de Assis da Silva, com dores na perna, voltou para casa sem receber atendimento.
"Estavam em greve, só atendia paciente que viesse mal mesmo", contou o auxiliar de pedreiro.
No dia de marcação de consultas, 500 agendamentos deixaram de ser
feitos no centro de reabilitação infantil, inclusive de pacientes que
vieram de outras cidades.
"Agora estou esperando o carro para voltar, porque não teve atendimento nenhum", disse Maria Cilene Miranda, dona de casa.
A paralisação deixou 8 das 15 ambulâncias do Samu na garagem.
"Durante a greve, a orientação é que só rodem para o código 3, que são
os casos de risco iminente de morte das pessoas”, apontou Flavio Ortiz,
técnico de enfermagem.
Os servidores reivindicam mudanças nos salários e nos hospitais.
"Há muito tempo nós estamos sofrendo sem condições de trabalho nos
hospitais. Com sobrecarga. Uma reformulação do nosso plano de cargos que
ele não contempla alguns direitos dos trabalhadores, como incentivo a
qualificação", comentou Manoel Egídio, coordenador SINDSAÚDE – RN.
Em nota, o governo do estado se disse surpreso com a greve e não abriu nenhuma negociação. A paralisação é mais um sintoma da crise da saúde no Rio Grande do Norte. Na quarta-feira, a prefeitura de Natal decretou estado de calamidade pública na rede municipal.
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde afirma que avisou a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte sobre a greve na segunda-feira passada.
G1
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