Mais de 100 gestores
potiguares estiveram reunidos no último dia 13 de janeiro, na sede da Federação
dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn). A reunião tinha como proposta
discutir os problemas comuns dos gestores, diretamente afetados pela queda dos
repasses, e acordar medidas emergenciais. Entre elas, uma marcha agendada para
o dia 27 deste mês.
Durante entrevista para a
rádio CNM, o presidente da Femurn, Francisco Silveira Júnior, explicou que os
Municípios têm se esforçado para lidar com a crise financeira. "Todos os
prefeitos do Rio Grande do Norte hoje já reduziram os salários, cargos comissionados,
secretarias, terceirizados e não tem mais de onde cortar", desabafou.
O líder da entidade
municipalista contou, ainda, que a situação pede uma resposta urgente das
autoridades. "Cada vez mais está ficando mais difícil. Então é algo que
precisa ser resolvido de cima para baixo". Ele deu o exemplo de países de
Primeiro Mundo onde a divisão de recursos entre os entes da federação acontece
de maneira mais justa.
"Os países de primeiro
mundo, por exemplo, 50% das receitas são distribuídas para os Municípios. No
nosso País apenas 15% ficam com os Municípios", indagou Silveira. Ele
acrescentou: "É uma inversão de valores muito grande porque as pessoas
vivem nas cidades".
Próximos passos
Com tantos problemas e
poucas perspectivas, os gestores do Rio Grande do Norte decidiram em assembleia
realizar uma mobilização. Silveira comentou que o grupo fará uma marcha no
próximo dia 27 de janeiro, no Centro Administrativo do Governo do Estado.
O presidente da Femurn
adiantou também que, após a mobilização, haverá um encontro com a bancada
federal e o governador, Robinson Faria. O intuito é rever alguns recursos que
não estão chegando aos Municípios da região e dialogar sobre o pacto
federativo.
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