Em um ano de crise econômica e queda de renda, a perda do emprego tem
um agravante: sem contrato de trabalho, muitos brasileiros perdem o
plano de saúde, já que a maioria conta com convênios pagos pelas
empresas. Com mais de 33 milhões de beneficiários, os chamados coletivos
empresariais correspondem a 67% do total de planos contratados no país,
sendo o principal acesso da população à assistência médico-hospitalar
privada.
O que muitos não sabem é que o desemprego não leva, necessariamente, à
perda do plano de saúde. É possível manter o benefício em caso de
desligamento sem justa causa, desde que respeitados os critérios
estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (SUS). Nesse
tipo de demissão, é obrigação da empresa manter o plano, por algum
tempo, nas mesmas condições, inclusive para dependentes, desde que o
trabalhador, em algum momento, tenha contribuído, mesmo que
parcialmente, com a mensalidade.
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