Um grande passo. No clima hostil do acanhado Durival de Britto e
contra o forte Atlético-PR, o Flamengo conseguiu um ótimo resultado ao
empatar por 1 a 1, nesta quarta-feira. Com o resultado, o time do
técnico Jayme de Almeida joga por uma vitória simples no Maracanã e pode
até empatar sem gols que garantirá o tricampeonato da Copa do Brasil.
Um novo empate em 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis. A partida de
volta será na quarta-feira.
Antes do jogo, o Atlético-PR foi
recepcionado por um mar de sinalizadores vermelhos fora do estádio. Na
arquibancada, os donos da casa faziam festa com quatro mil pequenas
caveiras, que foram distribuídas. Dúvida para a partida, Felipe entrou
como titular. Apenas três semanas depois de ser submetido a uma
artroscopia no joelho esquerdo, o goleiro voltou a ocupar a vaga que
vinha sendo de Paulo Victor.
Apesar da pressão da torcida local, o
Atlético-PR parecia nervoso e começou errando passes. Em um dos
cochilos, Chicão recebeu sozinho na área após cobrança de escanteio, mas
furou a bola e não conseguiu dominar para chutar.
Aos 16, um
giroudo veloz atacante Marcelo sobre Léo Moura levantou a torcida. Na
sequência, o lateral rubro-negro fez falta por trás e levou o cartão
amarelo. No minuto seguinte, a zaga do Flamengo deu bobeira na saída de
bola, que acabou saindo para lateral. Na cobrança, após uma troca rápida
de passes, a bola ficou com Marcelo. A defesa se abriu e o atacante
aproveitou o espaço para mandar uma bomba de fora da área de 126 km/h.
Felipe tocou na bola, mas não evitou o gol.
Amaral marca e imita pitbull
Aos
27, André Santos pediu para sair e foi substituído por João Paulo. O
lateral sofreu uma torção ao pisar num buraco no início da partida. O
cenário que se desenhava cada vez pior para o Flamengo começou a se
clarear quando Amaral recebeu no meio-campo. Dessa vez foi a zaga
atleticana que abriu e o volante chutou a 108 km/h para empatar. Na
comemoração, o jogador que estreou trancinhas rubro-negras, semelhantes
às usadas por Vágner Love, imitou um Pitbull, referência aos seu apelido
com a torcida. O jogador, que antes da chegada de Jayme, nem no banco
ficava, destacou a superação.
— Deus sabe o que faz. Eu passei por
um momento difícil, nem entrava, e Deus me abençoou com esse gol —
celebrou Amaral, que, em 45 jogos com a camisa do Flamengo, nunca havia
marcado.
Com o gol, os donos da casa partiram para o ataque.
Marcelo e Éderson tiveram duas chances, mas não conseguiram concluir com
perigo a Felipe. Antes do intervalo, o Flamengo sofreu mais uma baixa.
Com dores musculares, Chicão deixou o campo aos 40 minutos para a
entrada de Samir.
Na volta do intervalo, o Atlético-PR, como
esperado, procurava a vitória a qualquer custo. Aos 2 minutos, Luiz
Alberto escorou a bola de cabeça após escanteio e Felipe espalmou para
evitar o gol. O time de Wagner Mancini seguiu no ataque e, aos 8,
Éderson cabeceou para fora após cruzamento.
Para quem esperava uma
decisão estudada e com duas equipes esperando o erro do adversário se
surpreendeu, especialmente com o segundo tempo. Com os times abertos, o
Flamengo encontrava espaço para atacar. Aos 9, Léo Moura foi à linha de
fundo e cruzou para trás, onde Hernane chegou chutando prensado e levou
perigo ao gol de Weverton, mas a bola foi para fora. Aos 11, Marcelo
mais uma vez impressionou por sua velocidade e, com pouco espaço pela
esquerda, conseguiu chutar e exigiu mais uma defesa de Felipe.
O
clima era quente em campo. Aos 19, em jogada que Luiz Antônio chutou
para fora após receber pela esquerda do ataque. Ele tinha Hernane na
área, em condições de marcar, o centroavante reclamou muito do
companheiro. Aos 23 foi Léo Moura quem desperdiçou chance de virar. Ele
recebeu ótimo passe de Paulinho e chutou por cima do travessão.
Aos
29, Éverton fez falta em Paulinho, que iria invadir a área, e recebeu o
amarelo. Ele está suspenso e não joga a partida de volta. Na cobrança
de falta, Luiz Antônio bateu com muito efeito e quase marcou. No minuto
seguinte, Éverton chutou de longe e quase marcou para o Atlético-PR.
O Globo
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