Na semana passada, foram tornadas públicas redações em que candidatos enxertaram em suas redações receita de macarrão instantâneo e até um trecho do hino do clube de futebol Palmeiras. A primeira obteve nota 560 e a segunda, 500 — dos 1.000 pontos possíveis. Os responsáveis pelo Enem vieram, então, a público para garantir que as notas atribuídas aos textos debochados obedeceram o regulamento da prova. Só depois, decidiram atuar (a posteriori, mais uma vez), prometendo que a partir deste ano os “engraçadinhos” poderão ser punidos com nota zero. Professores e educadores apontam, contudo, que mais grave é o que o episódio revelou: fragilidade do sistema de avaliação das dissertações.
Para Eduardo Antônio Lopes, professor de redação do Anglo Vestibulares, está correta a decisão de não anular as redações citadas. Isso porque tal situação não estava prevista em regulamento. O professor considera evidente, contudo, que houve supervalorização dos pontos positivos do texto. Ou pior: o corretor pode ter lido somente o primeiro e o último parágrafos. “As duas hipóteses mostram que se trata de uma correção de má qualidade”, diz Lopes.
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