Micarla de Sousa negou qualquer ato de corrupção cometido por ela e disse que não tinha conhecimento de irregularidades nos processos de licitação e gestão das UPAs e das AMEs. Ela destacou também que a contratação de organizações sociais para administrar esses serviços de saúde
foi considerada legal pelo Tribunal de Justiça do estado. Micarla ainda
informou que confiava nos secretários e assessores, mas depois do
escândalo, se sentiu traída pelos auxiliares.
| Micarla chorou em depoimento da Operação Assepsia (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi) |
Na parte final do
depoimento, questionada se depois que saiu da prefeitura Micarla teve
aumento no padrão de vida, ela chorou e explicou que enfrentou uma diminuição
no patrimônio da família. "Fui eu que, lá quando meu pai tava morrendo,
disse que ninguém iria tocar na TV, ninguém iria tocar no patrimônio da
minha família. E depois que eu saí da prefeitura, foi esse patrimônio
que teve que ser vendido. Se eu fosse essa 'bandida' que foi colocado, por que
minha família precisaria fazer isso? Não existe possibilidade. Eu moro
na mesma casa, eu tenho um carro que foi minha mãe que me deu. Meus
filhos me perguntam 'mãe, por que eles te chamam de ladra se a gente
passou tudo que a gente passou?' É isso que acontece", disse Micarla.
Ainda nesta segunda
foram ouvidos outros oito réus no processo. No início da tarde, a
primeira a depor foi Ana Karina Castro. Ela e o marido, o ex-procurador
do município Alexandre Magno, falaram em sequência. A jornalista negou
que tivesse simulado a prestação de serviços ao município para receber pagamento
indevido. "Eu não simulei nenhuma prestação de serviço. Eu fui
contratada como jornalista para prestar o serviço de assessoria de
imprensa", disse. No depoimento, Alexandre Magno negou que tenha
influenciado a escolha para favorecer a organização social Marca em uma
licitação. Ele também disse que não recebeu propina pelo contrato.
Outro depoimento foi o
do procurador Bruno Macedo: ele disse que não tinha conhecimento das
irregularidades. Também respondeu aos questionamentos o ex-secretário de
Natal Tiago Trindade, como os demais réus, ele também negou
envolvimento no escândalo. A ex-chefe de gabinete da Secretaria de Saúde
de Natal, Ane Azevedo, disse que não sabia da existência do esquema na
pasta. O ex-marido de Micarla de Sousa, o radialista Miguel Weber, disse
que não fez parte de nenhuma quadrilha e que não saiu beneficiado pelo
suposto desvio de recursos.
Durante a madrugada, dois técnicos da Secretaria de Saúde de Natal prestaram depoimento. Após essa fase final de depoimentos, o processo segue para as alegações finais do Ministério Público Federal e das defesas. Depois, o juiz Walter Nunes vai anunciar a sentença.
Fonte: G1 RN
Fonte: G1 RN
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