"Vou continuar a exercer minha função como presidente até um novo ser
escolhido. O próximo congresso demoraria muito. Esse procedimento será
de acordo com os estatutos", afirmou o dirigente suíço, desde 1998 à
frente da Fifa.
Blatter disse que não estava com o apoio necessário para seguir como
presidente do órgão mais importante do futebol mundial. Assim, o comitê
executivo extraordinário será convocado entre dezembro deste ano e março
do próximo para a escolha do novo mandatário.
A entidade caiu em descrédito na última quarta-feira, dois dias antes da
eleição presidencial, quando sete membros do comitê executivo foram
presos acusados de corrupção. Muitas federações pediram o adiamento do
pleito, o que não aconteceu.
Blatter acabou vencendo o único candidato de oposição, o príncipe da
Jordânia Ali bin Al-Hussein, depois de a eleição não ter acabado no
primeiro turno e o adversário ter desistido de uma nova rodada de
votação.
O suíço afirmou que as prisões ajudavam a limpar a Fifa, mas na última
segunda-feira seu principal braço-direito, Jerome Valcke, foi acusado de
ter dado autorização para que 10 milhões de dólares de um fundo da
Associação de Futebol da África do Sul (Safa) fossem para o
vice-presidente da Concacaf, Jack Warner, um dos detidos pelo caso de
corrupção revelado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Curiosidade: após conquistar seu quinto mandato para a presidência da
Fifa, Joseph Blatter foi questionado se pensou em renunciar ao cargo. A
resposta: "Por que deveria renunciar? Isso seria como reconhecer que fiz
algo ruim".
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