Em fevereiro, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) divulgou carta informando que, de acordo com o conhecimento científico atual a respeito do tema, a instituição entende que não há evidências de que a vacinação seja mais eficaz que a estratégia atual – o rastreamento por meio do papanicolau, no exame ginecológico.
Segundo o diretor da SBMFC, Daniel Knupp, a vacinação contra HPV não descarta a necessidade do rastreamento, por três razões: não elimina por completo a formação de lesões precursoras do câncer; não é possível afirmar o quão duradora vai ser a imunidade conferida pela vacina; e existem outros tipos de HPV não cobertos pela imunização. Segundo a SBMFC, não há ainda comprovação científica de que a vacina promova uma redução da mortalidade por câncer de colo do útero e a incidência do câncer propriamente dito – ela ‘apenas’ diminuiria os casos das lesões precursoras da doença.
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