Mesmo após diversas tentativas de negociação com Secretaria Municipal de Educação (SME), os professores da rede em Natal darão início a um período de greve que começa amanhã (22). A principal razão que encaminhou a categoria à paralisação é o não atendimento da Prefeitura de Natal às reivindicações, com destaque para o baixo salário – que não tem reajuste há mais de dois anos. Na manhã desta terça-feira (21), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN) esteve reunido com a secretária da pasta, Justina Iva, que por sua vez alegou não ter condições de atender completamente o pleito.
Na companhia do procurador geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, Luciano Ramos, e do procurador geral do Município, Carlos Castim, a professora Justina Iva
apontou que, no atual momento, a prefeitura “não está conseguindo dar
uma resposta às situações trazidas pelo sindicato”. “Principalmente no
que diz respeito ao campo da correção salarial. A negociação nunca
deixou de existir entre a categoria e a SME, tanto que várias
reivindicações já foram atendidas e estão em curso, mas o impasse é com
relação ao reajuste salarial”, afirmou a secretária de Educação.
Segundo a gestora, o desejo de reajuste
em 34,56% nos salários não poderá ser atendido por força da Lei de
Responsabilidade Fiscal, uma vez que o limite legal da folha de
pagamento de pessoal já foi ultrapassado.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação receberá o prefeito Carlos Eduardo
para uma audiência nesta sexta-feira (24), onde serão apresentadas as
novidades para atendimento do pleito. Na próxima segunda (27), os
profissionais realizarão uma assembleia para debater o andamento da
greve e anunciar a continuidade ou não da paralisação.
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