Quatro dias depois de sofrer a maior humilhação da sua história, a seleção brasileira volta a campo neste sábado em Brasília para disputar o terceiro lugar da Copa do Mundo contra a Holanda.
Independente do resultado, nada poderá apagar o vexame da goleada de 7 a
1 sofrida para a Alemanha, na última terça-feira no Mineirão.
O Brasil não tem praticamente nada a ganhar com uma vitória e a derrota só deixaria o ambiente ainda mais pesado.
Mesmo assim, o técnico Luiz Felipe Scolari
pode aproveitar a partida para dar tempo de jogo a atletas que tiveram
poucas oportunidades na Copa e podem ser importantes no futuro da
seleção.
O maior exemplo é William, que nunca foi titular com a camisa da seleção brasileira.
Aos 25 anos, o meia já mostrou que tem potencial para ser um jogador importante para a equipe nos próximos anos.
Dar experiência de um jogo de Copa do Mundo a alguns atletas pode ser a
primeira etapa do planejamento para o próximo Mundial, em 2018, na
Rússia.
O desastre da derrota para os alemães mostrou falhas evidentes na
preparação dos atletas para este Mundial, principalmente no que diz
respeito à questão emocional.
Na disputa do terceiro lugar, a pressão será bem menor e os atletas
terão a oportunidade de mostrar que são capazes de derrotar uma grande
equipe, além de dar um pouco de alegria à torcida, que ainda está em
estado de choque.
Revanche de 2010
Para os holandeses, a despedida também terá um sabor amargo.
O sonho do primeiro título foi adiado novamente e a equipe ainda terá
que lidar com o desgaste de ter disputado duas prorrogações nas últimas
partidas, incluindo disputas de pênaltis, na vitória sobre Costa Rica
nas quartas de final e na derrota para a Argentina nas semifinais.
"Acho que este jogo nem deveria ser jogado. É injusto, porque temos um
dia a menos para nos recuperar. Mas o pior é a possibilidade de perder
duas vezes seguidas. É um torneio em que você jogou maravilhosamente e
pode sair como um perdedor. Já digo isso há 20 anos. Não acho que faz
sentido jogar pelo terceiro lugar, já que só tem um prêmio que é o
primeiro lugar", reclamou o técnico da Holanda, Louis Van Gaal, depois
da eliminação da sua equipe.
A partida será a repetição das quartas de final do último Mundial, em
2010, na África do Sul, quando os holandeses eliminaram o Brasil ao
vencer de virada por 2 a 1.
Da seleção atual, três jogadores estavam em campo (Júlio César, Daniel
Alves e Maicon), um ficou no banco de reservas (Thiago Silva) e outro
estava suspenso (Ramires).
A eliminação ficou engasgada para Júlio César, considerado um dos
vilões daquela derrota por ter falhado no lance do empate holandês.
Uma vitória sobre a Holanda não vingará aquele episódio e muito menos
apagará a humilhação do massacre do 'Mineiratzen', mas pode ajudar os
jogadores a sair de cabeça erguida.
A seleção terá um torcedor para especial, o jovem craque Neymar, que
ficou fora da equipe depois das quartas de final por ter fraturado uma
vértebra ao receber uma joelhada na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia,
mas se uniu ao elenco na quinta-feira em Teresópolis e viajará com os
companheiros para assistir à partida.
Exame.com
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